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  • Foto do escritor: Chico Neto
    Chico Neto
  • 10 de mar.
  • 4 min de leitura

BENO FOTOS/JEC
BENO FOTOS/JEC

UM NOVO VELHO JOINVILLE OU UM OÁSIS NO DESERTO?

Fim da linha para o Joinville no Catarinense 2025, depois de nove anos o tricolor fica entre os quatro melhores times do estado, desde 2016, quando perdeu para a mesma equipe da Chapecoense pelo mesmo placar de 2x1 (mas, no agregado) na decisão do estadual, o JEC não chegava tão longe na competição.

Uma trajetória feita de provações, no dia do aniversário do clube, o clássico Norte-Sul 196 foi um passeio do time rival, derrota por 3x0 ao natural, três dias depois, outro 3x0, dessa vez para o Avaí, foi o primeiro momento de crise no Joinville, não pela derrota em si, mas do jeito que elas aconteceram um time apático e que não demonstrava nenhuma visão positiva para o futuro, o JEC clamava por um fato novo, principalmente dentro de campo.

Antes dessa crise, teve a vitória contra o Concordia em casa por 2x1, os resultados esperados estavam acontecendo nas quatro primeiras rodadas, empatou com os dois times com divisão em casa e mais um empate contra um time sem divisão, mas jogando como visitante e jogando em casa venceu um confronto direto, mas dava pra ver as dificuldades que o elenco tinha.

O Joinville foi até o sul do estado para dois confrontos diretos, pela Série D e para não se rebaixado, venceu o Caravaggio em Nova Veneza, que parecia o jogo mais difícil dessa excursão no Sul-catarinense e depois perdeu para um Hercílio Luz em tratamento paliativo, foi a melhora da morte do leão do sul que nada fez nesse estadual, a não ser, dificultar a vida do Joinville na competição e criar uma segunda crise no tricolor do norte catarinense, em sete dias o JEC foi do céu ao inferno, o jogo entre Joinville x Santa Catarina que seria o jogo para definir o primeiro classificado para série D virou um confronto de vida ou morte para a gente.

E foi nesse jogo em que o JEC mostrou que é o time de quem acredita, saiu perdendo jogando um futebol fraco no primeiro tempo, o Santa Catarina parecia que se multiplicava dentro de campo e o Joinville estava todo acuado, no intervalo o professor Hemerson Maria realizou quatro substituições que mudaram o jogo e a vida do Joinville, mas antes, um segundo gol do SC que parecia que ia ganhar fácil aquele jogo, mas Marcinho, Brazion, João Mafra e Juninho transformaram a derrota certa numa das vitorias mais épicas do JEC na história, como um rolo compressor o tricolor virada o jogo para 4x2, sofreu um gol no final, mas que não tirou a vitória do Joinville em casa e mais uma vez vencia um confronto direto em casa.

Na última rodada foi uma loucura total, o JEC teve o cenário mais fácil dos últimos anos, mas conseguiu complicar e muito, esteve eliminado e foi salvo pelo gol irregular, mas que foi anulado depois de ser validado e com muita polemica, mesmo achando que houve falta no goleiro do Caravaggio, a lambança que Bráulio da Silva Machado fez, em não sinalizar de forma clara a mudança de decisão que ele pode fazer, com amparo da própria regra do esporte, mostra como é fraca e em muitas vezes incompetente a arbitragem do futebol catarinense (e brasileiro), tanto é que o resultado da partida continua em julgamento, com recusas e aceitações do TJD, o JEC foi salvo no som do gongo, mas teria que enfrentar o maior rival e fazer algo épico.

E foi exatamente isso que aconteceu, o Criciúma jogou melhor o jogo todo, porém não teve a capacidade de finalizar ao gol e quando teve, encontrou um gigante Bruno Pianissola, a velha máxima de quem não faz, leva, teve seu desfecho, o Criciúma não fez no tempo normal, nos pênaltis teve a oportunidade de matar o jogo, não fez e sendo assim, não mereceu, o Joinville que saiu perdendo conseguiu a virada nos pênaltis e se classificou o dito já tricampeão do estado, o que ganharia fácil, com os pés nas costas, o Real Madrid catarinense.

Ontem o Joinville entrou leve, sem pressão, o que fez o Joinville cair de pé, competindo, lutando, buscando o jogo, a derrota é muito doida, mas a campanha até aqui foi boa na medida do possível, uma derrota não faz tudo estar certo, mas uma vitória não faria tudo estar certo, tudo lindo, tudo maravilhoso, como se achou em 2016, que chegou até final e perdeu e se vendeu um cenário de tranquilidade e que conseguiria o acesso.

Espero que essa campanha de superação e voltando a ser protagonista de alguma forma, vire o padrão, do Joinville chegando entre os melhores e brigando por título, que não seja só um oásis no meio dessa caminhada no deserto que o Joinville vive e ano que vem volte ao marasmo, ano que vem o Joinville vai ser o time que terá os seis jogos na primeira fase como mandante, mais um calendário cheio definido e mais uma chance de voltar a fazer história no campeonato estadual temos que ver esse campeonato, ter como espelho e repetir essa campanha e melhorar ela, chegar numa final, voltar a ser protagonista de fato, como foi prometido pelo presidente Darthanhan lá em 2022 no lançamento da campanha da chapa Sou JEC, o Joinville merece isso, porque isso é a história do maior clube de Santa Catarina.


Chico Neto

 
 
 
  • Foto do escritor: Chico Neto
    Chico Neto
  • 3 de mar.
  • 4 min de leitura

Na trave do gol mais bonito da carreira do Nardela, que nos garantiu o 10° título estadual em 12 temporadas disputadas, na trave dos grandes milagres do Marcão em 2001 que garantiu o bi campeonato consecutivo, agora é a trave de Bruno Pianissola, um milagre no segundo tempo, dois pênaltis defendidos logo após, que consagraram o JEC como o dono do domingo de Carnaval, no domingo do Oscar, o melhor roteiro é o do Joinville Esporte Clube.

 

Tudo começou no horário do almoço, entre um churrasco e outro, uma colher de maionese, uma porção de salada em conserva e um gole na cerveja, o JEC Krona Futsal matava um fantasma que há um ano e dois meses tanto assombrava a torcida e o time, com contornos de drama, de novo com uma rápida virada do Atlântico, mas dessa vez com tempo, o Joinville buscou o placar, virou o jogo e conquistou o título da Supercopa de Futsal, vai para Assunção disputar a Glória Eterna, os gols foi do ex-vilão Éder Lima, muito criticado pela torcida (me incluo nisso) pelo gol perdido em 2023, Robinho que veio como uma estrela, mas que alguns tinham suas dúvidas por conta da idade e o gol do título do Dieguinho, ídolo, que voltou e não teve grandes atuações ano passado, mas que tem estrela, muita estrela.

 

No segundo tempo da prorrogação todo eu pensava “Por que tem que ser tão difícil, tão sofrido, tão lutado as coisas para o JEC, porque?”

 

Depois da angústia toda com o tricolor das quadras, veio o jogo mais decisivo do tricolor dos campos nos últimos cinco (ou até mais) anos, o grande clássico, o eterno rival, o time que sempre, de uma maneira ou de outra, cruza o caminho do Joinville Esporte Clube, nascidos para duelarem pelo território catarinense desde cedo, ambos que representam toda uma cidade, uma região, uma cultura, tratados pelas suas torcidas quase como uma religião. Por mais que entendidos que não entendem de futebol falam, Norte-Sul é um dos grandes clássicos do futebol catarinense, pois envolve muito mais do que os olhos podem ver.

 

Joinville e Criciúma conquistaram muitas vezes o estado, em sete oportunidades o grande confronto final, teve os dois como protagonistas, lembramos e falamos muito do desfile do Nardela em 1987, falamos e muito da maior apresentação do Marcão na história (para alguns torcedores do Joinville, a maior atuação de um goleiro na história do esporte), são três títulos ganhos no Heriberto Hulse, o tricolor do norte é o maior campeão do confronto e maior campeão do confronto na casa rival.

 

O destino e os resultados colocaram mais uma vez Joinville e Criciúma frente a frente, favoritismo era sim deles, mas favoritismo não ganha jogo e o JEC é o time de quem acredita.

 

O Criciúma teve mais posse de bola, mais finalizações, mais escanteios, mais tempo de dança e como dançou o Criciúma, em todos os sentidos, a provocação do seu mascote antes do jogo, colocando até crianças na jogada, era uma previsão do que ia acontecer no final do dia, o tigre dançou.

 

A postura do Joinville foi de esperar o rival, apostou nos contra ataques, mas que em muito pouco foram aproveitados, o JEC se livrava muito fácil da bola, em alguns momentos, parecia uma batata quente passando de mão em mão, e esse é o único comentário sobre a partida, o Criciúma até jogou melhor, mas não teve a capacidade de marcar e não mereceu vencer.

 

Após longos 90 minutos e uma notícia que desanimou todo mundo, em todas as pessoas que estavam trabalhando nesse jogo, a disputa foi para marca da cal, pênaltis e haja coração.

 

O Joinville começou cobrando e errando, Cristian Renato desperdiçou o primeiro pênalti, Caique pulou certo na bola, o rival abriu suas cobranças convertendo, 1x0 para eles, todas as cobranças subsequentes foram convertidas, até chegar em Morelli foi bater, quis o destino que o número 8 do time carvoeiro fosse parar nas mãos de Bruno Pianissola, primeiro check do destino, o número oito nos pertence, num clássico, eles iam jogar a nosso favor. Depois disso, só cobrança certeira, sem titubear, ambas as equipes estavam mostrando um belo repertório de cobranças, até que chegou a vez do capitão amarelo, Rodrigo.

 

Rodrigo encheu o saco, como um capitão em muitos casos faz, brigou com Brazion que só ignorou, durante as cobranças de pênaltis foi caçar confusão de novo, agora é o nono pênalti, o capitão do rival está na cal, do outro lado Bruno Pianissola, o final, é lindo e vocês todos conhecem, Rodrigo tremeu, Bruno pegou e o Joinville está na semifinal.

 

O maior investimento, que já comemorava o tricampeonato, que ia disputar o jogo mais fácil, papo de 4x0 para eles, sucumbiu na frente da suas torcida, do seu povo, como foi em 1982, 1987 e 2001, calados, viram seu maior rival ditar o ritmo da arquibancada, a cor amarela foi raspada da arquibancada que ganhou tons de vermelho, o majestoso virou Catedral, o Joinville volta para semifinal.

 

Agora resta a um lado, que forçava em alguns casos uma lua de mel, chorar (e talvez dançar) o pós é triste mesmo, as reclamações nas redes sociais por perder por um time sem divisão, o time que você de futsal e balé (como se fosse problema) são muitas, mas prefiro a nossa alegria de vencer o rival de novo numa grande decisão, o JEC é para quem acredita, mesmo quando não há motivos para acreditar.



Chico Neto.

 
 
 
  • Foto do escritor: Guilherme Luiz
    Guilherme Luiz
  • 25 de fev.
  • 2 min de leitura


Reprodução/Instagram


“Reinventar

Resplandecer

O que não apagou

Em mim nada mudou

Eu sei que o sonho

Ainda pode acontecer”

- Belo

 

Com essa PEDRADA do nosso craque do jogo da cena musical brasileira, eu quero que vocês me leiam bem lenta e atentamente: o Joinville tem a chance de recomeçar nesse domingo.

 

É evidente que da noite pro dia nada muda. E nem de uma semana para outra. Por isso, até ao torcedor mais crítico seria inusitado ver um treinador, um executivo de futebol ou ainda um CEO sendo mandado embora antes de uma das 45.545 ‘finais’ que o Joinville cria em torno de si mesmo. Fazer ‘a barca’, como chamamos quando há dispensa em massa de jogadores, antes de uma partida que tá ‘logo ali’ também é altamente improvável.

 

Então o que nos resta? Aquela fé inabalável de que o Joinville, um dia, do mais absoluto nada, vá voltar a ser aquele time que já nos deu alegrias o suficiente para que a gente ficasse até hoje aguentando tanta dureza nesses sucessivos anos de vacas magras, humilhação e depressão profunda.

 

A diretoria tem a chance de fazer seu papel: criar um clima extraordinário para esse jogo, seja criando condições melhores de a torcida ir ao sul do estado ver o jogo, seja providenciando peças de marketing ou ao menos fazendo até o que sabem fazer de melhor: falar ao torcedor e voltar a iludir essa grande massa carente de meia dúzia de palavras bonitas.

 

O departamento de futebol não tem mais o que fazer. Não trará ninguém, não afastará ninguém, não mexerá no treinador, não colocará o membro na mesa, não engrossar a voz, então que pelo menos não atrapalhe. É um pedido sincero. Muito ajuda quem não atrapalha, é o que dizem.

 

Ao treineiro Hemerson Maria, que os deuses do futebol lhe abram a mente e permitam que possa se fazer adepto de outros esquemas táticos que se recusou a testar durante a temporada, incluindo sua adaptação durante a partida. Que pare de trocar centroavante por zagueiro, que pare de insistir em quem não deu certo, que pare de fazer de conta que atletas que estão bem não merecem jogar. Simplificando: que além de falar do caráter alheio dos atletas, que possa fazer esse time - que reconhecemos todos as limitações - jogar o que pode (e, se possível, um pouco do que não pode também).

 

Aos atletas: vocês têm a incrível oportunidade de mostrar que estamos todos errados. Que os dirigentes que os trouxeram tinham razão. Que vocês são bons, que têm o potencial que alguém acreditou que vocês tinham, que vocês podem chegar a divisões superiores. Isso só poderá acontecer com uma vitória surpreendente. Com jogadas coletivas, mas lances individuais também. Volta pra marcar, sobe pra atacar, se estica pra defender aquela bola indefensável, dá o teu sangue. Jogadores: joguem bola como nunca antes!

 

É a possibilidade real e concreta de virarmos uma chave que está emperrada há uma década. As chances são poucas? Sim. Mas existem. Por que não sonhar um pouco mais?

 

Como disse um atleta recentemente, em uma situação inusitada: “agora é orar”.


Guilherme Luiz

 
 
 
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