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O JEC É PARA QUEM ACREDITA!

  • Foto do escritor: Chico Neto
    Chico Neto
  • 3 de mar.
  • 4 min de leitura

Na trave do gol mais bonito da carreira do Nardela, que nos garantiu o 10° título estadual em 12 temporadas disputadas, na trave dos grandes milagres do Marcão em 2001 que garantiu o bi campeonato consecutivo, agora é a trave de Bruno Pianissola, um milagre no segundo tempo, dois pênaltis defendidos logo após, que consagraram o JEC como o dono do domingo de Carnaval, no domingo do Oscar, o melhor roteiro é o do Joinville Esporte Clube.

 

Tudo começou no horário do almoço, entre um churrasco e outro, uma colher de maionese, uma porção de salada em conserva e um gole na cerveja, o JEC Krona Futsal matava um fantasma que há um ano e dois meses tanto assombrava a torcida e o time, com contornos de drama, de novo com uma rápida virada do Atlântico, mas dessa vez com tempo, o Joinville buscou o placar, virou o jogo e conquistou o título da Supercopa de Futsal, vai para Assunção disputar a Glória Eterna, os gols foi do ex-vilão Éder Lima, muito criticado pela torcida (me incluo nisso) pelo gol perdido em 2023, Robinho que veio como uma estrela, mas que alguns tinham suas dúvidas por conta da idade e o gol do título do Dieguinho, ídolo, que voltou e não teve grandes atuações ano passado, mas que tem estrela, muita estrela.

 

No segundo tempo da prorrogação todo eu pensava “Por que tem que ser tão difícil, tão sofrido, tão lutado as coisas para o JEC, porque?”

 

Depois da angústia toda com o tricolor das quadras, veio o jogo mais decisivo do tricolor dos campos nos últimos cinco (ou até mais) anos, o grande clássico, o eterno rival, o time que sempre, de uma maneira ou de outra, cruza o caminho do Joinville Esporte Clube, nascidos para duelarem pelo território catarinense desde cedo, ambos que representam toda uma cidade, uma região, uma cultura, tratados pelas suas torcidas quase como uma religião. Por mais que entendidos que não entendem de futebol falam, Norte-Sul é um dos grandes clássicos do futebol catarinense, pois envolve muito mais do que os olhos podem ver.

 

Joinville e Criciúma conquistaram muitas vezes o estado, em sete oportunidades o grande confronto final, teve os dois como protagonistas, lembramos e falamos muito do desfile do Nardela em 1987, falamos e muito da maior apresentação do Marcão na história (para alguns torcedores do Joinville, a maior atuação de um goleiro na história do esporte), são três títulos ganhos no Heriberto Hulse, o tricolor do norte é o maior campeão do confronto e maior campeão do confronto na casa rival.

 

O destino e os resultados colocaram mais uma vez Joinville e Criciúma frente a frente, favoritismo era sim deles, mas favoritismo não ganha jogo e o JEC é o time de quem acredita.

 

O Criciúma teve mais posse de bola, mais finalizações, mais escanteios, mais tempo de dança e como dançou o Criciúma, em todos os sentidos, a provocação do seu mascote antes do jogo, colocando até crianças na jogada, era uma previsão do que ia acontecer no final do dia, o tigre dançou.

 

A postura do Joinville foi de esperar o rival, apostou nos contra ataques, mas que em muito pouco foram aproveitados, o JEC se livrava muito fácil da bola, em alguns momentos, parecia uma batata quente passando de mão em mão, e esse é o único comentário sobre a partida, o Criciúma até jogou melhor, mas não teve a capacidade de marcar e não mereceu vencer.

 

Após longos 90 minutos e uma notícia que desanimou todo mundo, em todas as pessoas que estavam trabalhando nesse jogo, a disputa foi para marca da cal, pênaltis e haja coração.

 

O Joinville começou cobrando e errando, Cristian Renato desperdiçou o primeiro pênalti, Caique pulou certo na bola, o rival abriu suas cobranças convertendo, 1x0 para eles, todas as cobranças subsequentes foram convertidas, até chegar em Morelli foi bater, quis o destino que o número 8 do time carvoeiro fosse parar nas mãos de Bruno Pianissola, primeiro check do destino, o número oito nos pertence, num clássico, eles iam jogar a nosso favor. Depois disso, só cobrança certeira, sem titubear, ambas as equipes estavam mostrando um belo repertório de cobranças, até que chegou a vez do capitão amarelo, Rodrigo.

 

Rodrigo encheu o saco, como um capitão em muitos casos faz, brigou com Brazion que só ignorou, durante as cobranças de pênaltis foi caçar confusão de novo, agora é o nono pênalti, o capitão do rival está na cal, do outro lado Bruno Pianissola, o final, é lindo e vocês todos conhecem, Rodrigo tremeu, Bruno pegou e o Joinville está na semifinal.

 

O maior investimento, que já comemorava o tricampeonato, que ia disputar o jogo mais fácil, papo de 4x0 para eles, sucumbiu na frente da suas torcida, do seu povo, como foi em 1982, 1987 e 2001, calados, viram seu maior rival ditar o ritmo da arquibancada, a cor amarela foi raspada da arquibancada que ganhou tons de vermelho, o majestoso virou Catedral, o Joinville volta para semifinal.

 

Agora resta a um lado, que forçava em alguns casos uma lua de mel, chorar (e talvez dançar) o pós é triste mesmo, as reclamações nas redes sociais por perder por um time sem divisão, o time que você de futsal e balé (como se fosse problema) são muitas, mas prefiro a nossa alegria de vencer o rival de novo numa grande decisão, o JEC é para quem acredita, mesmo quando não há motivos para acreditar.



Chico Neto.

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1 comentario


Invitado
04 mar

Q show este texto, bem como me sinto, literalmente faziam anos que a torcida joinvilense não tinha resultado$ =

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